6.3.09

Notícia ruim corre rápido




A cada dia fico mais desanimado em ver, ouvir ou ler o noticiário. Só tem coisas ruins. Morte, tráfico de drogas, corrupção e tantas outras coisas que nos faz desacreditar no ser humano. Acredito que existem mais coisas para noticiar do que só tragédia.

Uma das máximas do jornalismo é "notícia ruim é que vende". Com esse pensamento os novos e experientes jornalistas nos alimentam de informações. Eu gostaria de ver também coisas positivas. Já estamos tão acostumados com pensamentos negativos, que quando aparecem notícias boas e positivas as pessoas logo pensam que o jornalista ou o veículo foi comprado.

Na escola de comunicação aprendemos que o fato virá notícia quando ele é novo, importante e de interesse popular. Além das três máximas existem também os critérios chamados valores notícias. São eles:

1) Ineditismo (a notícia inédita é mais importante do que a já publicada);
2) Improbabilidade (a notícia menos provável é mais importante do que a esperada);
3) Utilidade (quanto mais pessoas possam ter sua vida afetada pela notícia, mais importante ela é);
4) Apelo (quanto maior a curiosidade que a notícia possa despertar, mais interessante ela é);
5) Empatia (quanto mais pessoas puderem se identificar com o personagem e a situação da notícia, mais importante ela é).
6) Conflito (disputas entre pessoas, países, corporações, além de tratarem de diferentes interesses em jogo, costumam ser interessantes)
7) Proeminência (notícias sobre pessoas famosas ou conhecidas têm mais impacto)
8) Oportunidade (o momento da publicação faz diferença. Publicar uma informação exclusiva sobre uma reunião antes que ela aconteça é mais jornalístico que publicá-la depois)
9) Proximidade (o que acontece perto dos leitores é mais relevante: para um jornal paulistano, um dia de falta d´água nos Jardins será notícia, mas em Lins ou Manaus, não. Um massacre de crianças será notícia independentemente de onde acontecer, mas, se for no Brasil, provavelmente ganhará espaço maior que se acontecer no Laos).


Como a comunicação é uma ciência humana, todas as "regras" foram elaboradas com as experiências profissionais de diversos jornalistas e estudiosos. Pode ser uma fórmula que deu certo, mas vejo que devemos rever pelo menos as linhas editoriais dos grandes veículos.

Pode parecer radicalismo da minha parte, mas a postura se deve em querer ver um país melhor nos jornais.

Nenhum comentário: