16.9.08

Diploma de jornalismo

Amanhã vai acontecer um ato público, às 13h, que reunirá diversos jornalistas em frente ao STF em defesa do diploma de jornalismo. Hoje o site do Observatório da Imprensa publicou um artigo feito pela jornalista Marina Ferraz, que faz parte de uma publicação lançada na VII Semana do Jornalismo, aberta ontem e que vai até o dia 19 de setembro em Florianópolis, SC.

No artigo Marina mostra algumas realidades de alguns países sobre o mesmo dilema. Assim como o Brasil, muitos países regulamentaram o ofício apenas no século 20.


O Conselho Europeu de Deontologia do Jornalismo estipulou, em 1993, que os profissionais da área devem ter uma formação adequada. Essa formação varia de país para país, podendo ser horas de trabalho ou cursos.

Alemanha: a profissão é regulamentada por meio do reconhecimento conjunto, por parte das empresas jornalísticas e das organizações profissionais, de um período de aprendizado prático de 18 a 24 meses.

Argentina: para trabalhar como jornalista, não é necessário diploma universitário em qualquer área; basta provar que se atua na profissão.

Bélgica: no país existe uma organização profissional que reconhece a ausência de impedimentos para o exercício da profissão. Mas existem vantagens salariais para os diplomados.

Chile: não é necessário estar ligado a qualquer órgão de imprensa para exercer o jornalismo nem ter diploma universitário para desempenhar a função.

Dinamarca: o acesso à profissão é condicionado à licença emitida pelo sindicato nacional dos jornalistas.

Espanha: as regras no país são: ter nacionalidade espanhola, inscrição no registro de jornalistas e também a posse de diploma em Ciências da Informação ou experiência profissional entre dois e cinco anos.

França: não há obrigatoriedade de qualquer formação superior.

Grã-Bretanha: é necessário um estágio em empresa jornalística ou curso preparatório do Conselho Nacional de Treinamento de Jornalistas.

Grécia: no país, existem duas opções: diploma em Jornalismo ou experiência de três anos na área.

Itália: a profissão é regulamentada desde 1963, porém, desde 1908 é reconhecida legalmente. Não há obrigatoriedade de formação superior, mas para trabalhar é necessário o registro na ordem dos jornalistas, que é concedido somente após um estágio de 18 meses, comprovação de, pelo menos 45 horas de curso, e aprovação em um exame de proficiência.

Nenhum comentário: