26.8.08

Quem deve investir no Esporte? As empresas ou o governo


Muitos jornais publicaram hoje um balanço negativo da participação brasileira nos jogos de Pequim, indicando que há pouco investimento do governo ao esporte. Como se a culpa fosse de exclusividade do Estado. Para que o esporte possa obter ótimos resultados o investimento deverá ser da iniciativa privada. Os patrocínios possibilitam uma melhor condição para os atletas realizarem os seus treinamentos. Com equipamentos de ponta e treinadores capacitados

Com o fim dos jogos, os patrocinadores são unânimes para dizer que patrocinar as estrelas do esporte é altamente rentável. O exemplo é o Banco do Brasil, que investe por ano R$ 50 milhões no vôlei de praia e de quadra. O rendimento para o banco é de R$ 300 milhões em inserções na mídia, segundo Jussara Guedes, diretora de Marketing.

O ginasta Diego Hipolyto já devolveu à Golden Cross quatro a cinco vezes o valor investido. José Roberto Campos, vice-presidente executivo da Samsung, em entrevista ao Estado de São Paulo, diz que o ganho de imagem de uma empresa que associa sua marca a um esporte olímpico é inestimável. A empresa apóia um time de dez atletas, entre eles Giba, Marta e César Cielo.

O jamaicano Usain Bolt estarrece o planeta ao conquistar a medalha de ouro e marcar, com facilidade, o novo recorde mundial, 9s69, nos 100 metro rasos, no estádio Ninho de Pássaros. Enquanto comemora, ele tira as sapatilhas douradas e as ergue no ar. Festa na China e na Jamaica. E festa na Alemanha, mais especificamente em Herzogenaurach, sede da empresa de material esportivo Puma, fabricante do calçado-celebridade.

A reação do mercado foi tão rápida quanto às passadas de Bolt. Em uma hora, a empresa alemã recebeu encomendas de 2 milhões de pares da sapatilha - retorno que ajuda a explicar o interesse de grandes corporações em patrocinar eventos como os Jogos Olímpicos.



Doze empresas pagaram de US$ 50 milhões a US$ 200 milhões apenas pelo direito de serem “patrocinadoras oficiais” dos Jogos de Pequim. Os objetivos eram claros: consolidar as marcas mundialmente, incrementar as vendas no mercado chinês e estreitar relações com o governo local.

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